Foto: Eric Thayer/Getty Imagesquinta-feira, 25 de outubro de 2007
"Das cinzas do desespero..."
Foto: Eric Thayer/Getty Imagessegunda-feira, 22 de outubro de 2007
Campeão Gelado
Bem amigos do Enfoca, mais uma semana se passou e estamos aqui novamente. Mas hoje o assunto principal é a Fórmula 1 e a decisão do campeonato no Grande Prêmio do Brasil.Faltavam duas corridas para o fim do Mundial. O estreante Lewis Hamilton tinha 12 pontos de vantagem para o bicampeão Fernando Alonso e 17 para o finlandês da Ferrari Kimi Räikkönen. Tudo apontava para que o inglês da McLaren fosse o primeiro a ser campeão logo no seu primeiro ano na categoria.
Veio então o GP da China. Hamilton vinha bem até que quando seu pneu começou a desgastar, ele demorou a realizar o pit-stop e quando decidiu fazer, cometeu um erro infantil entrando muito rápido nos boxes e ficando atolado na caixa de brita. Räikkönen venceu a prova, o espanhol Alonso chegou em segundo e a vantagem reduziu para 7 e 4 pontos, respectivamente.
Ainda sim, tudo era favorável ao piloto inglês. Em Interlagos, Felipe Massa, que já estava fora da briga pelo título, fez a pole position. Hamilton conseguiu largar em segundo, seguido de Kimi e Alonso.Na largada, o finlandês pulou para a segunda posição, o espanhol forçou e ultrapassou Lewis, deixando-o na quarta colocação. Mesmo em quarto, Hamilton seria campeão. Mas, talvez a ansiedade e a inexperiência o fez perder o título mais ganho que pude acompanhar nos meus 21 anos de vida.

No fim da reta oposta, Hamilton tentou ultrapassar seu companheiro de McLaren por fora e acabou indo parar fora da pista. Voltou em oitavo lugar e poucas voltas depois teve um problema no câmbio e despencou para a 18ª colocação.
Com isso, o “Ice Man” (homem de gelo) Räikkönen viu o título caindo em seu colo. Na segunda parada para reabastecimento, a Ferrari fez a troca de posições entre Massa e Kimi e o finlandês foi para a vitória e para a conquista do título.
Ele pode não ter sido o melhor piloto da temporada, mas soube aproveitar os erros de seus adversários nas provas finais. Nas quatro últimas corridas, ele venceu três.
Depois de um ano cheio de polêmicas, espionagem, discussões, chegou ao fim o mais disputado Mundial da história. Kimi marcou 110 pontos, enquanto Hamilton e Alonso ficaram com 109 cada um, mas o inglês ficou em segundo por ter conquistado um segundo lugar a mais que o espanhol, já que cada um venceu 4 corridas.Agora uma opinião minha. Talvez o título tenha ficado em boas mãos pois devido ao caso de espionagem, não só o McLaren deveria ter perdido os pontos e sim os pilotos também.
E você leitor, o que acha?
domingo, 21 de outubro de 2007
Organizações Não Governamentais sob os olhos do Senado

A CPI foi criada para investigar o repasse de recursos provindos do governo federal desde o ano de 1999. As investigações recairão sobre as ONGs beneficiadas pelos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
O relator escolhido para a comissão, o senador Inácio Arruda do PC do B – Ceará, afirmou que o número de ONGs que receberam recursos abaixo de 200 mil anuais somam mais de 7.000, o que torna a investigação impraticável. Dessa forma houve a sugestão de examinarem somente aquelas que recebem um valor acima de 200 mil. A comissão decidiu priorizar também as ONGs e Ocpis – organizações da sociedade civil de interesse público) acusadas de irregularidades e aquelas que recebem recursos vindos do exterior.
O senador Arruda ressalta ainda que esta é uma área na qual não existem um significativo número de investigações, tampouco informações relevantes para a esfera pública. Tendo em vista esse panorama, a CPI tentará preencher esta lacuna com a troca de informações com o Banco Real e a Receita Federal. Já o presidente da CPI, o senador Raimundo Colombo afirmou que o foco será a análise das relações entre o governo federal e as ONGs.
Um dos objetivos da Comissão é contribuir na formulação de leis que regulamentem a atuação dessas entidades. O que será realizado em primeira instância será o levantamento de dados e informações. Colombo ressalta a relevância de um aprofundamento na checagem de conceito e critérios de repasses, para em segunda instância, acatarem as denúncias. Colombo estima ainda que: “somente no período estabelecido pela CPI para as investigações, foram transferidos R$ 32 bilhões do governo federal para ONGs e Oscips”.
O início das atividades da CPI está previsto para a próxima semana, ouvindo técnicos do setor para explicar o mecanismo de repasse dos recursos federais às ONGs. Depois o trabalho será centralizado nas investigações de irregularidades. No entanto, a comissão já aprovou requerimentos para receber informações de órgãos que já realizaram investigações sobre ONGs – como o TCU (Tribunal de Contas da União) e o CGU (Controladoria Geral da União).
Embora, segundo as afirmações do relator Inácio Arruda de que as investigações e informações no setor são ainda precárias, existe ainda a etimologia do nome, que deve estar, nesse momento latente nos pensamentos do leitor. Tratam-se de Organizações Não Governamentais. Depois das CPIs do Mensalão, dos Correios, dos Bingos, do Apagão Aéreo, vem agora a CPI das ONGs?
Surpreende ainda mais a explanação do relator senhor Inácio Arruda sobre a impraticabilidade de uma investigação mais abrangente que esta, ou seja, uma investigação na qual se possa examinar as ONGs que contam com outras quantias de repasse do governo federal. Resta-nos preparar os ouvidos e os olhos para não surpreendermos ainda mais – não apenas com a abertura de uma inusitada CPI – como também a constatação e eclosão das checagens e investigações prometidas. Surpresa maior é claro, será se alcançarem um estágio mais avançado que os objetivos inaugurais. Aguardemos os resultados sobre o processo.

Abraços e até a próxima semana
Créditos de fotos e maiores informações: www.terramar.org.br
sábado, 20 de outubro de 2007
Pernas, pra que te quero?

A gente colocava uma carta no correio e depois ficava na expectativa da resposta, alguns dias depois tava lá o homem de bege batendo a nossa porta com uma carta na mão e nosso cachorro tentando devorá-lo vivo. Sai Rex, vai deitar!!!
Tem outro detalhe! Cachorro dá até pra identificar antecipadamente e sair correndo, afinal todos latem, tem quatro patas, o rabo fica numa ponta e o focinho na outra, orelhas em pé, principalmente quando vão atacar, tradicionalmente são muito bravos do portão pra dentro, área onde o carteiro obrigatoriamente invade só com uma das mãos pra depositar a dita cuja.
Mas os tempos mudaram, o uniforme também e o carteiro que antes só carregava cartas, passou a carregar cartões de credito, talão de cheques, toca cd, mp3, mp4, fone de ouvido, ipod, palm, lap top, aparelho celular, máquina fotográfica ou tudo isso em um aparelho só que eu sei lá o nome, entre outros artefatos da tecnologia que tanto nos fazem falta e auxiliam no desempenho de nossas básicas funções no dia-a-dia.
Passando de carteiro para estafeta de internet, uma mina de ouro ambulante para meliantes que já se especializaram em atacar esse tipo de profissional, tem até carteiro que foi seqüestrado. Diante deste quadro, os correios tiveram que tomar uma atitude radical, contratar uma empresa de segurança pra escoltar o carteiro, pois o índice de roubos a mão armada vem aumentando substancialmente.
Por outro lado extraviam-se inúmeras correspondências e o prejuízo vai além do material, pois entre artefatos tecnológicos estão também documentos e o nome de inúmeros cidadãos que esperam suas correspondências tranquilamente em suas residências sem saber que seus dados estão caindo nas mãos de indivíduos cheios de más intenções. Já se sabe que de cada quatro assaltos um acontece na periferia de São Paulo, porém o trabalho de escolta já reduziu em 30% o número de ocorrências.
Assaltos já se tornaram rotina, é tanto assalto em São Paulo que as pessoas que ainda não foram assaltadas se sentem constrangidas e desatualizadas ao assumir tal posição. Eu mesmo tenho um amigo que nunca foi assaltado e quando é perguntado a respeito afirma que já sofreu assalto pelo menos umas três vezes só pra não se sentir démodé, um verdadeiro cafona na concepção da palavra.
Enfim vou ficando por aqui, pois tenho que colocar uma cartinha no correio, tchau!!!
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Cenas urbanas
Jovem afirma que o segurança Marlon Balem Janke também torturou e matou seu colega no início de agosto
CURITIBA - O estudante de Engenharia de Computação L.J.S., de 20 anos, disse nesta sexta-feira, 19, que foi torturado por seguranças privados ao ser flagrado, na primeira semana de agosto, pichando um galpão abandonado em Curitiba com um amigo. Ele foi reconhecido na gravação feita no telefone celular do segurança Marlon Balem Janke, de 30 anos, acusado de ter torturado e matado o estudante Bruno Strobel Coelho Santos, de 18 anos, pego pichando um muro em Curitiba, no início do mês.
O delegado disse que L.J.S. afirmou no depoimento ser grafiteiro. "Ele e o colega entraram em um galpão abandonado e começaram a fazer grafitagem, chegou um vigia da Centronic (empresa de segurança), de moto, e depois outro. Os dois chamaram mais dois vigilantes que vieram de carro. Eles bateram nos rapazes, obrigaram a tirar a roupa e, depois, fizeram um pintar o outro com a tinta que usavam para fazer a grafitagem", descreveu Estorílio. (Estado – 19/10/2007)
Violência gratuita!
Todos os dias cenas de violência são vivenciadas em diversos locais do planeta e como na maioria das vezes assistimos a isso do conforto de nossas casas acabamos por não notar a real gravidade da situação. Sabe aquela máxima, só acontece com o vizinho, então, parece ser assim mesmo. As motivações que trazem de volta à realidade varia para cada pessoa - as vezes é necessário roubarem seu rolex... cuidado!
O homem é violento por natureza – a violência é um dos seus instintos primários por isso que a cultura com os jogos e filmes são os meios utilizados para que aquilo que não pode ser feito na vida real seja realizado virtualmente. O problema é que o instinto é muito forte e acaba por se sobressair frequentemente, por isso que a violência gratuita acontece - é divertido torturar jovens pichadores não é?! Pichar é errado não é? Então, por que não brincar com eles um pouquinho? Dessa forma a violência para o praticante é justificada. O comentário abaixo foi feito no site do Estadão no dia 20/10/2007:
“Pichadores do patrimonio alheio
Nada justifica essas barbaridades que foram feitas com esses rapazes mas o que ninguem questionou ainda é o que eles estavam fazendo dentro de um patrimoio alheio. Falta educação. Eu não disse instrução eu disse educação.Educação não se aprende na escola se aprende em casa é o que está faltando para esses rapazes e outros milhares que fazem as mesmas coisas inclusive a esses vigilantes também. É o que eu sempre digo: eduque seu filho em casa para que ele não precise ser reprimido pela polícia, vigilante, professor etc.. etc”..
Levino
Para ver a matéria e o comentário: http://www.estadao.com.br/geral/not_ger67619,0.htm
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Mais comum que pizza
Se os alunos universitários aprovarão a idéia, não sabemos. Os bancos provavelmente serão contra.
A nova campanha da United States Public Interest Research, uma organização de defesa do consumidor (em outras palavras, o Procon deles), pede às universidades americanas que limitem os postos de agências financeiras ao longo dos campus.
Seu argumento: os estudantes dificilmente resistirão às agressivas campanhas publicitárias destas agências (que oferecem brindes como frisbees, camisetas, canetas e outras “vantagens”) e (SIM!) abrirão uma conta bancária que lhes dará direito a um cartão de crédito, mesmo que não possam pagar por ele (ou pagar as contas feitas com ele).
Nos Estados Unidos, cerca de 25% dos universitários possuem um cartão de crédito graças a campanhas como essa. E os números não devem ser tão diferentes aqui, no Brasil, onde conta universitária é quase um brinde: basta passar no vestibular e se matricular, que o estudande ganha uma.
Para quem desejar ler a matéria completa do New York Times:
http://www.nytimes.com/2007/10/17/education/17credit.html?ref=education
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
A fúria dos dólares
Comecemos pelas estradas, local muito visitado pelos brasileiros nos feriados. Na ultima semana, enquanto todos os tupiniquins aproveitavam os festejos da padroeira da nação, a empresa espanhola OHL Brasil dominou os editais para a privatização de 2.078 quilômetros da combalida malha rodoviária nacional. Em extensão, passou a ser a maior concessionária do setor. No entanto, a CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias) continua a ser líder no trafego e receita. “Curiosamente”, neste consórcio da OHL, está uma empresa chamada BRVias,que tem a família Constantino (dona da Gol) como uma de suas acionarias. Nenê ficará responsável por um trecho da BR 153 (parte de São Paulo), que liga o Pará ao Rio Grande do Sul (4ª maior rodovia do país). Só aqui, na majestosa nação latina, o dono da empresa que causou uma tragédia aérea vence uma concorrência de estradas.
As empresas consideradas vencedoras foram aquelas que ofereceram o menor preço de pedágio. O tempo de concessão dos trechos é de 25 anos. Neste período, é possível melhorar consideravelmente a qualidade das estradas, como também é possível assaltar os cofres públicos (como acontece desde 1500) com obras fantasmas e espirituais. Grande Brasil, gigante adormecido!
Outro assunto é o recorde da remessa de dólares ao exterior. Segundo o Banco Central, de cada 10 dólares que adentraram o gigante latino, seis foram enviados para o exterior durante o período de 2003-06, o triplo registrado se comparado ao segundo mandato de FHC (1999-2002), quando ocorreu a maxidesvalorização do real.
Ainda de acordo com o BC, no 2º mandato FHC, houve investimentos da grandeza de 100 bilhões de dólares e uma remessa de 20 bilhões. Já no 1º governo do nosso querido guia esquerdista, tivemos 62 bi de investimentos e 37,8 de remessas. Lula, o paraíso dos banqueiros. Em 2007(até agosto), já deixaram o Brasil, 11,7 bilhões de dólares, 31% a mais do que no mesmo período do ano passado. No entanto, os investimentos estrangeiros tiveram alta de 161% neste 1º semestre em relação ao mesmo período de 2006.
Especialistas dizem que esta alta remessa se dá em razão dos fortes investimentos feitos no 2º mandato de FHC. Agora seria uma espécie de “hora da colheita dos frutos” do caminhão de dinheiro que a potências colocaram por aqui. Lucros altíssimos, remessas cada vez maiores, dólar se desvalorizando (essa é a hora de conhecer Mickey Mouse), investimentos pesados e o país aí, sem rumo certo no mundo. E Lula? Querendo fazer alianças econômicas com a África e a Bolívia. Grande presidente...