segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A África do Sul é logo ali!!!


Caros amigos, é com imensa satisfação que retorno para falar de esportes aqui no Enfoca. E, primeiramente, gostaria de agradecer a todos que leram e comentaram o último post publicado sobre o Corinthians. Graças a vocês leitores, não só eu, mas todos os integrantes desta publicação, estamos melhorando a cada dia por causa da constante participação de vocês que são os nossos comentaristas. E em menos de um mês no ar, já ultrapassamos a marca dos 500 acessos.

Bom, mas vamos ao que interessa. A frase que está no título você deve se lembrar muito bem quando aconteceu. O apresentador Fernando Vanucci, após a conquista da quarta Copa do Mundo pelos italianos, estava um pouco alterado e não falava nada com nada. De repente soltou essa celebre frase: “A África do Sul é logo ali” (se referindo a Copa de 2010 que se realizará no país africano).

E, ontem, 14 de outubro de 2007, Dunga e seu selecionado começaram a caminhada rumo ao Mundial em Bogotá contra a Colômbia. Não assisti a partida, mas pude notar pelos comentários da imprensa que o jogo foi muito, mas muito fraco.

O Brasil deu apenas dois chutes ao gol (Ronaldinho no 1º tempo e Mineiro no 2º tempo). Graças ao goleiro Júlio Cesar (meu Deus!!!!! Finalmente o Dunga não colocou o Doni!!!!), a seleção européia de futebol brasileiro (meu amigo e participante deste blog, Donizeti Parucci, prefere chamar o time do Brasil assim), empatou em 0 a 0 e trouxe um ponto de Bogotá.

É verdade que alguns fatores atrapalharam a seleção: o campo pesado devido à chuva que caiu antes da partida; a altitude, que sempre dificulta o rendimento normal dos atletas; e até bola murcha. O goleiro Júlio Cesar reclamou da bola pois por ela estar mais vazia, fazia mais curvas nos chutes de longa distância e a baixa resistência do ar contribuía para isso também.

Mas segundo seus principais jogadores como Kaká e Ronaldinho Gaúcho, o Brasil ficou muito abaixo do bom futebol que eles mesmos sabem que podem jogar.

Acredito eu, que o Brasil não terá dificuldades em classificar para a próxima Copa. Espero que a seleção apresente um futebol mais consistente na quarta contra o Equador no Maracanã e consiga sua primeira vitória nas Eliminatórias.

Com relação ao treinador Dunga, acho que não preciso comentar nada depois que ele tirou os dois atacantes (Robinho e Vagner Love) e colocou dois volantes (Júlio Baptista e Josué). Nada contra os jogadores, mas um jogo que está 0 a 0, ruim pra caramba, o Dunga me faz isso? A cada dia que passa só fica mais claro para mim que ele é um treinador muito fraco. E como ele existem muitos no futebol brasileiro.

Mas vamos lá Brasil!!! A África do Sul é logo ali!!!

Até a próxima semana!!!

domingo, 14 de outubro de 2007

¡ El poder brasileño !


A permanência no poder, a concentração de forças nas mãos do governo e o Estado socialista são os principais objetivos de Hugo Chávez segundo o diretor da empresa Datanálisis Luis Vicente León. Desde a reforma constitucional do governo venezuelano, que previa entre outras medidas, a reeleição por período indefinido, o presidente Hugo Chavéz vem investindo em medidas e modificações em artigos da Constituição Bolivariana. Contudo, para ser aprovada, é necessário que a constituição exija ofertas populistas atrativas, explica o analista León.

No entanto tudo indica que o presidente está construindo um caminho, em sua concepção seguro, já que sua popularidade alcança índices de 65%. Todavia León explica que a Venezuela é a base de um projeto continental. Transladando fronteiras, pesquisas realizadas em território brasileiro indicam que a aprovação do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu de 64%, em junho, para 61,2%, em outubro, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira.

E ainda, mais um fator que mobilizou a política e promete desencadear debates ao longo dos próximos anos é a declaração do presidente brasileiro sobre a possibilidade de exercer um terceiro mandato em 2014. Para o senador Arthur Virgilio, líder do PSDB na Casa um terceiro mandato seria uma venezualização política. Para o senador de Goiás, Demóstenes Torres, o presidente deveria estar preocupado em governar bem, antes de falar em 2014, deveria se preocupar governar bem até 2010.
Em contrapartida, os líderes governistas saíram em defesa do presidente e afirmaram que o fato de o presidente cogitar a reeleição em 2014 está imbuído de um simbolismo muito grande, por que abafa a paranóia de alguns em relação a uma possível vontade de continuar no poder em 2010. O presidente Lula, por sua vez, em entrevista para a Sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo, descarta a idéia de uma reeleição em 2010. Lula afirmou que a alternância do poder é educadora para a construção da democracia e que a situação para 2014 depende de toda uma conjuntura.

Para a sociedade brasileira, só resta como de costume, ficar imersa em dúvidas e questionamentos. Pretenderia o presidente Lula seguir o modelo venezuelano e justificar sua vontade de estabelecer um terceiro mandato às custas de medidas carregadas de um teor populista? De acordo com o venezuelano León o período indefinido no exercício do poder reduz a democracia como conceito e vicia o sistema político. De acordo com o panorama atual, com as pesquisas acerca da atuação do governo em nível decrescente, é possível obter uma noção do descontentamento brasileiro para prever a inviabilidade de um sistema político governamental viciado nos moldes atuais.

Abraços e até a próxima semana!

sábado, 13 de outubro de 2007

Não é comigo!

Estou voltando pra casa após mais um dia corrido entre trabalho e faculdade, um transeunte qualquer vem em sentido contrário, bem vestido e só, se aproxima mais e mais. Faltando alguns metros para cruzar a minha frente, faz um gesto brusco de quem vai sacar algo da cintura e saca, meu coração quase sai pela boca, porém dos males o menor. Ufa! Era só seu celular que vibrava!


Tenho medo de andar na rua, tenho medo do cidadão que se aproxima no sentido contrário. Tenho medo do carro que passa lento ao meu lado na rua sem cruzamentos, onde não tenho como me esquivar, pois não sei que tipo de ser humano está ali dentro. Qual sua estrutura familiar, em que estão baseados os seus valores e até que ponto o dia a dia desvirtuou o seu caráter?
O motivo do medo ao qual me refiro tem a mesma origem dos medos de tantos outros Brasileiros, que saem de casa pela manhã e não sabem se voltarão caminhando ou na horizontal embalado em uma caixa de madeira.

Para nós civis o perigo é velado, por vezes passamos por ele e nem sabemos que ele passa por nós, mas vivemos a paranóia por mais indireta que ela possa ser. Já para policiais, ele é evidente e seu revide é uma questão de tempo. Ser guardião da paz coletiva é mesmo muito difícil diante do cenário em que vivemos. Atuando em uma profissão sem valor, diretamente exposta ao perigo constante, tendo como maior obrigação, reconhecer esse perigo e interagir com ele.

É impressionante como as pessoas estão passivas ao caos reinante e se esquecem que, dentro da farda existe um cidadão exposto a conflitos, colocando sua vida na mira de outros cidadãos também agredidos por um sistema mesquinho. Quando olhamos o outro como uma ameaça, anula-se qualquer possibilidade de identificação e este passa a ser apenas um inimigo, nada mais que isso.

A partir deste momento a palavra nação perde seu significado, entra em prática a política do “não é comigo”, já muito conhecida, afinal presenciamos este comportamento todos os dias, veja o lixo nas calçadas, a fila do ônibus, no elevador ou nas pessoas que se pisoteiam no entra e sai do metrô em horário de pico. Na indiferença de uma elite blindada, vigiada por câmeras de vídeo, tentando se excluir do mundo real vivendo a sombra de bucólicas árvores em condomínios artificialmente projetados para ser a materialização de um universo perfeito, um oásis de satisfação.

Diante desta falta de indignação, sempre me vem à mente um personagem folclórico do carnaval de Pernambuco, “O boneco de Olinda”. Misturado ao povo, grande em seu simbolismo, porém oco, comandado por outro, braços soltos, batendo suas mãos enormes e desgovernadas nas cabeças daqueles que estão abaixo de sua grandeza, com olhar perdido, indiferente, sem sentido e vazio.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

And the Nobel goes to...


Depois de receber o Oscar 2007 de melhor documentário com o longa “Uma verdade inconveniente”, o ex vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore foi contemplado com o Prêmio Nobel da Paz. O anúncio feito nessa sexta-feira pelo Comitê do prêmio em Oslo, Noruega, justificou-se pelo objetivo de “chamar a atenção do mundo para a ameaça representada pelo aquecimento global”.

O prêmio Nobel da Paz tem uma particularidade - pode ser atribuído a pessoas ou organizações que estejam envolvidas num processo de resolução de problemas, em vez de apenas distinguir aqueles que já atingiram os seus objetivos em alguma área específica. Por isso que Gore e o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) são os vencedores do Prêmio Nobel da Paz 2007.

O interesse de Gore pela questão ambiental vem de longa data. Em 1991 em seu livro "Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano", o democrata já falava sobre as grandes mudanças ecológicas necessárias para enfrentar o século 21.

Devido “seus esforços na construção e disseminação de maior conhecimento sobre as alterações climáticas induzidas pelo homem e por lançar as bases necessárias para inverter tais alterações” é que o prêmio foi destinado a Gore e ao IPCC.

O trabalho da organização intergovernamental, presidida pelo indiano Rajendra Pachauri, foi estabelecido para fornecer informações científicas, técnicas e sócio-econômicas relevantes para o entendimento das mudanças climáticas. Por isso, nos últimos anos, e sobretudo em 2007, teve um papel muito importante para a causa ambiental.

Execelente escolha do Instituto Nobel afinal se hoje estamos dando a devida importância para o meio ambiente é devido o trabalho de pessoas realmente engajadas. Politicagem? Talvez. Que venham mais manobras politicas assim.

Perfil: Albert Arnold Gore Jr.
(Washington, 31 de Março de 1948) é um político estadunidense que foi vice-presidente durante a administração de Bill Clinton, entre 1993 e 2001. É membro do Partido Democrata. Em 2000 concorreu à presidência dos Estados Unidos e perdeu, em uma eleição marcada por contagem polêmica dos votos, para George W. Bush, apesar de ter tido mais votos populares.Em 2006, lançou An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente), documentário sobre mudanças climáticas, mais especificamente sobre o aquecimento global, o qual se sagrou vencedor do oscar de melhor documentário em 2007. Al Gore é um ativista ecológico, tendo escrito dois livros, A Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano (Augustus, 1993, 452 páginas) e Uma verdade inconveniente (Manole, 2006, 328 páginas). Em fevereiro de 2007, Al Gore e o presidente da empresa Virgin, Richard Branson, lançaram uma competição que dará 25 milhões de dólares (cerca de 18 milhões de euros ou R$ 50 milhões) para o cientista que apresentar a melhor proposta para 'limpar o ar' do planeta, ou seja, diminuir as quantidades de dióxido de carbono na atmosfera.
Fonte: winkipedia.com

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O verdadeiro alvo

Quarta-feira, 10 de outubro de 2007. Não, esta não é a data deste post. Entretanto, exatamente neste dia (ontem), a assim chamada “escola alternativa” Success Tech Academy, no estado americano de Ohio, tornou-se mais uma na longa lista de instituições educacionais a sofrer atentados de seus próprios alunos. Quatro pessoas foram atingidas e o atirador, Asa H. Coon, de 14 anos, se suicidou em seguida.

Coincidência ou não, hoje a Government Accountability Office, uma agência do Congresso, liberou o resultado de um estudo onde foram examinadas 10 mortes de adolescentes internados em centros de tratamento. Nestes lugares, os jovens eram induzidos a rigorosos e – obviamente – antiéticos e negligentes métodos de reeducação comportamental.

Estes dois acontecimentos não são fatos isolados. Estão claramente ligados à questão/problema de se educar jovens em um mundo violento e tão desligados de valores éticos e morais. E, também, do tratamento dado aos adolescentes infratores ou fora do comportamento social considerado normal

No Brasil, as instituições governamentais responsáveis pela reeducação desses jovens viraram piada há muito tempo, principalmente pela falta de apoio e consideração dada pelo Estado ao problema. Aparentemente, o exemplo brasileiro é também seguido nos Estados Unidos. Quando descoberta alguma irregularidade com o tratamento dado aos adolescentes internados, a justiça americana puni levemente ou, simplesmente, não aplica nenhuma punição aos responsáveis por estas clínicas e centros médicos.

De pouca ajuda, também podemos citar a mídia. Nos meios de comunicação, criou-se o mau-hábito de estereotipar os jovens que comentem estes tipos de assassinatos como “loucos, desequilibrados, com sérios problemas de conduta e anti-sociais.” Isso quando, talvez, ela própria seja uma das maiores incentivadoras destas tragédias, com suas insistentes propagandas que convidam, tanto os jovens quanto seus pais, aos vícios do fumo, álcool, pornografia, desrespeito aos pais e violência.

A verdade, entretanto, é que tudo tenderia a ficar mais fácil, se o verdadeiro epicentro do problema fosse tratado com mais cuidado: a família.

“O marido e a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente e amar os filhos, e de cuidar um do outro e dos filhos. ‘Os filhos são herança do Senhor.’ (Salmos 127:3) Os pais têm o sagrado dever de criar os filhos com amor e retidão, atender a suas necessidades físicas e espirituais, ensiná-los a mar e servir uns aos outros, guardar os mandamentos de Deus e ser cidadãos cumpridores da lei, onde quer que morem (...) A felicidade na vida familiar é mais provável se ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. O casamento e a família bem-sucedidos são estabelecidos e mantidos sob os princípios da fé, da oração, do arrependimento, do respeito, do amor, da compaixão, do trabalho e das atividades recreativas salutares.”
Fonte: A Famímia: Proclamação ao Mundo – A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Na mão de poucos


Caros amigos e amigas, o mundo do business entrou em ebulição esta semana. O consórcio de bancos formado pelo RBS (Royal Bank of Scotland), Santander (Espanha) e Fortis (Bélgica) comprou 88% das ações do holandês ABN AMRO BANK, dono do Banco Real no Brasil. O negócio, segundo fontes do mercado financeiro, girou em torno de 100 bilhões de dólares, o maior já feito na história dos bancos.

Com essa união, Real e Santander, que ocupavam, respectivamente, o 5º e 7º lugar no ranking das maiores instituições financeiras tupiniquins, agora o consórcio se tornou o 3º maior conglomerado no ramo (ultrapassou o Itaú), tendo à frente Bradesco (2º lugar) e Banco do Brasil (1º lugar). É a posição mais alta na classificação já atingida por bancos estrangeiros.

Com esta aquisição, o Santander deve conquistar 15% do mercado na América Latina.

O mercado de bancos no Brasil se torna cada vez mais apetitoso para os grandes magnatas financeiros. No setor de crédito (em forte expansão no mundo todo), o país praticamente engatinha. No peso da economia brasileira representa apenas 33% do PIB, contra 60% dos emergentes e mais de 100% dos desenvolvidos. Brutal diferença, não?

O grande lance do sistema bancário brasileiro era a cobrança dos juros altíssimos. Eram os ovos de ouro da galinha. Com a queda dos juros, obviamente o lucro (característica básica do sistema capitalista) tinha de vir de outro lugar. Encontrou-se então as temidas taxas bancárias ou de “administração”, como queiram. Segundo a consultoria Austin Rating, os bancos faturaram apenas no 1º semestre deste ano com a cobrança de tarifas, a bagatela de 23,2 bilhões de reais. Mais do que o suficiente para cobrir a folha de pagamente de seus funcionários.

O grande temor de tudo isso, é que o crédito fique restringido à poucos poderosos, donos de impérios financeiros construídos a partir de privatizações nebulosas. Bem-vindo ao Brasil, caro leitor. O paraíso das falcatruas.

Com um mercado tão grande para ser explorado e ao mesmo tempo tão concentrado, os juros, tarifas, acontecerão de acordo com o que quer o “cartel da gravata”, eliminando o sistema da concorrência. Palavra que ultimamente só aparece quando procuramos emprego. A propósito, o desemprego vem caindo mesmo como o governo vem afirmando? Meu faro razoavelmente aguçado diz que não. Mas isso é outra história.

O importante é sentarmos em frente da TV (de preferência a Globo), desligar nossos cérebros por uma hora que seja, e sonharmos que estamos em outro lugar. Porém, vocês irão acordar e vão perceber que ainda estão na pátria amada. Bons sonhos.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Guerra urbana nas telas


O filme Tropa de Elite tem gerado muito burburinho, primeiro, porque quem comentava sobre o filme antes do dia 5 de outubro, comprou uma das, aproximadamente, um milhão de cópias piratas que estão sendo vendidas desde agosto; e segundo porque o filme mostra, com muita veracidade, as guerrilhas nas favelas cariocas.

Capitão Nascimento é o narrador e personagem principal do filme, interpretado pelo ator Wagner Moura. O filme mostra a busca de Nascimento por um substituto, pois ele está prestes a ter um filho e quer sair do Bope - Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar - para não estar envolvido com tantos riscos.

Um dos possíveis substitutos, o novato André Matias, está inserido num núcleo bem interessante. Ele é estudante de direito, e esconde de seus colegas que é policial, colegas esses que, por um lado, são totalmente contra a violência policial, mas por outro, compactuam com os bandidos de quem compram drogas. Alguns deles fazem trabalho comunitário na favela e estão bem próximos da realidade dessas pessoas. Vêm de perto o que passam na mão dos traficantes, mas ainda assim compram drogas.

Esse é um ponto de vista interessante, pois esses “playboyzinhos” que sustentam o crime, se escondem por trás de passeatas pela paz, para mostrar suas boas intenções e justificar seus atos.
Mas se realmente se importassem com o problema da violência, não continuariam a fazer o que sabem que sustenta o crime.

“O usuário recreativo sabe que as drogas que ele compra vêm de grupos armados que controlam comunidades carentes. Ele faz uma escolha consciente de sustentar o crime. Não há como argumentar contra esse fato”, diz o diretor do filme, José Padilha, em entrevista a Veja.

Além disso, o filme mostra a realidade desses policiais treinados para serem irredutíveis, eles não tem contato com a população, para não ter a chance de pedir propina, e são muito violentos. Ameaçam moradores do morro, espancam e matam pessoas que trabalhem no tráfico.

Muitas denúncias por parte da população carioca não são de corrupção por parte dos policiais, mas sim de abuso de poder. Vemos isso sempre, quando um policial manda as pessoas fazerem coisas, muitas vezes, descabidas só porque estão fardados. Coisas que talvez não fizessem se não estivessem sem o “objeto de poder”, no caso a farda.


Muitas coisas estão erradas no nosso país. Os policiais não deveriam agir como bandidos, mas sim serem exemplos para a população. Mas não podemos esquecer que no Brasil, virou uma questão cultural se dar bem acima de qualquer coisa.
Pensando bem, como explicar para alguém que ganha um salário miserável que ela tem que ser sempre boazinha e não fazer coisas erradas, quando a maioria dos policiais são corruptos, quando os nossos políticos estão enchendo o bolso de dinheiro, e usando dinheiro público para dar pensão à suas amantes???