sexta-feira, 12 de outubro de 2007

And the Nobel goes to...


Depois de receber o Oscar 2007 de melhor documentário com o longa “Uma verdade inconveniente”, o ex vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore foi contemplado com o Prêmio Nobel da Paz. O anúncio feito nessa sexta-feira pelo Comitê do prêmio em Oslo, Noruega, justificou-se pelo objetivo de “chamar a atenção do mundo para a ameaça representada pelo aquecimento global”.

O prêmio Nobel da Paz tem uma particularidade - pode ser atribuído a pessoas ou organizações que estejam envolvidas num processo de resolução de problemas, em vez de apenas distinguir aqueles que já atingiram os seus objetivos em alguma área específica. Por isso que Gore e o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) são os vencedores do Prêmio Nobel da Paz 2007.

O interesse de Gore pela questão ambiental vem de longa data. Em 1991 em seu livro "Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano", o democrata já falava sobre as grandes mudanças ecológicas necessárias para enfrentar o século 21.

Devido “seus esforços na construção e disseminação de maior conhecimento sobre as alterações climáticas induzidas pelo homem e por lançar as bases necessárias para inverter tais alterações” é que o prêmio foi destinado a Gore e ao IPCC.

O trabalho da organização intergovernamental, presidida pelo indiano Rajendra Pachauri, foi estabelecido para fornecer informações científicas, técnicas e sócio-econômicas relevantes para o entendimento das mudanças climáticas. Por isso, nos últimos anos, e sobretudo em 2007, teve um papel muito importante para a causa ambiental.

Execelente escolha do Instituto Nobel afinal se hoje estamos dando a devida importância para o meio ambiente é devido o trabalho de pessoas realmente engajadas. Politicagem? Talvez. Que venham mais manobras politicas assim.

Perfil: Albert Arnold Gore Jr.
(Washington, 31 de Março de 1948) é um político estadunidense que foi vice-presidente durante a administração de Bill Clinton, entre 1993 e 2001. É membro do Partido Democrata. Em 2000 concorreu à presidência dos Estados Unidos e perdeu, em uma eleição marcada por contagem polêmica dos votos, para George W. Bush, apesar de ter tido mais votos populares.Em 2006, lançou An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente), documentário sobre mudanças climáticas, mais especificamente sobre o aquecimento global, o qual se sagrou vencedor do oscar de melhor documentário em 2007. Al Gore é um ativista ecológico, tendo escrito dois livros, A Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano (Augustus, 1993, 452 páginas) e Uma verdade inconveniente (Manole, 2006, 328 páginas). Em fevereiro de 2007, Al Gore e o presidente da empresa Virgin, Richard Branson, lançaram uma competição que dará 25 milhões de dólares (cerca de 18 milhões de euros ou R$ 50 milhões) para o cientista que apresentar a melhor proposta para 'limpar o ar' do planeta, ou seja, diminuir as quantidades de dióxido de carbono na atmosfera.
Fonte: winkipedia.com

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O verdadeiro alvo

Quarta-feira, 10 de outubro de 2007. Não, esta não é a data deste post. Entretanto, exatamente neste dia (ontem), a assim chamada “escola alternativa” Success Tech Academy, no estado americano de Ohio, tornou-se mais uma na longa lista de instituições educacionais a sofrer atentados de seus próprios alunos. Quatro pessoas foram atingidas e o atirador, Asa H. Coon, de 14 anos, se suicidou em seguida.

Coincidência ou não, hoje a Government Accountability Office, uma agência do Congresso, liberou o resultado de um estudo onde foram examinadas 10 mortes de adolescentes internados em centros de tratamento. Nestes lugares, os jovens eram induzidos a rigorosos e – obviamente – antiéticos e negligentes métodos de reeducação comportamental.

Estes dois acontecimentos não são fatos isolados. Estão claramente ligados à questão/problema de se educar jovens em um mundo violento e tão desligados de valores éticos e morais. E, também, do tratamento dado aos adolescentes infratores ou fora do comportamento social considerado normal

No Brasil, as instituições governamentais responsáveis pela reeducação desses jovens viraram piada há muito tempo, principalmente pela falta de apoio e consideração dada pelo Estado ao problema. Aparentemente, o exemplo brasileiro é também seguido nos Estados Unidos. Quando descoberta alguma irregularidade com o tratamento dado aos adolescentes internados, a justiça americana puni levemente ou, simplesmente, não aplica nenhuma punição aos responsáveis por estas clínicas e centros médicos.

De pouca ajuda, também podemos citar a mídia. Nos meios de comunicação, criou-se o mau-hábito de estereotipar os jovens que comentem estes tipos de assassinatos como “loucos, desequilibrados, com sérios problemas de conduta e anti-sociais.” Isso quando, talvez, ela própria seja uma das maiores incentivadoras destas tragédias, com suas insistentes propagandas que convidam, tanto os jovens quanto seus pais, aos vícios do fumo, álcool, pornografia, desrespeito aos pais e violência.

A verdade, entretanto, é que tudo tenderia a ficar mais fácil, se o verdadeiro epicentro do problema fosse tratado com mais cuidado: a família.

“O marido e a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente e amar os filhos, e de cuidar um do outro e dos filhos. ‘Os filhos são herança do Senhor.’ (Salmos 127:3) Os pais têm o sagrado dever de criar os filhos com amor e retidão, atender a suas necessidades físicas e espirituais, ensiná-los a mar e servir uns aos outros, guardar os mandamentos de Deus e ser cidadãos cumpridores da lei, onde quer que morem (...) A felicidade na vida familiar é mais provável se ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. O casamento e a família bem-sucedidos são estabelecidos e mantidos sob os princípios da fé, da oração, do arrependimento, do respeito, do amor, da compaixão, do trabalho e das atividades recreativas salutares.”
Fonte: A Famímia: Proclamação ao Mundo – A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Na mão de poucos


Caros amigos e amigas, o mundo do business entrou em ebulição esta semana. O consórcio de bancos formado pelo RBS (Royal Bank of Scotland), Santander (Espanha) e Fortis (Bélgica) comprou 88% das ações do holandês ABN AMRO BANK, dono do Banco Real no Brasil. O negócio, segundo fontes do mercado financeiro, girou em torno de 100 bilhões de dólares, o maior já feito na história dos bancos.

Com essa união, Real e Santander, que ocupavam, respectivamente, o 5º e 7º lugar no ranking das maiores instituições financeiras tupiniquins, agora o consórcio se tornou o 3º maior conglomerado no ramo (ultrapassou o Itaú), tendo à frente Bradesco (2º lugar) e Banco do Brasil (1º lugar). É a posição mais alta na classificação já atingida por bancos estrangeiros.

Com esta aquisição, o Santander deve conquistar 15% do mercado na América Latina.

O mercado de bancos no Brasil se torna cada vez mais apetitoso para os grandes magnatas financeiros. No setor de crédito (em forte expansão no mundo todo), o país praticamente engatinha. No peso da economia brasileira representa apenas 33% do PIB, contra 60% dos emergentes e mais de 100% dos desenvolvidos. Brutal diferença, não?

O grande lance do sistema bancário brasileiro era a cobrança dos juros altíssimos. Eram os ovos de ouro da galinha. Com a queda dos juros, obviamente o lucro (característica básica do sistema capitalista) tinha de vir de outro lugar. Encontrou-se então as temidas taxas bancárias ou de “administração”, como queiram. Segundo a consultoria Austin Rating, os bancos faturaram apenas no 1º semestre deste ano com a cobrança de tarifas, a bagatela de 23,2 bilhões de reais. Mais do que o suficiente para cobrir a folha de pagamente de seus funcionários.

O grande temor de tudo isso, é que o crédito fique restringido à poucos poderosos, donos de impérios financeiros construídos a partir de privatizações nebulosas. Bem-vindo ao Brasil, caro leitor. O paraíso das falcatruas.

Com um mercado tão grande para ser explorado e ao mesmo tempo tão concentrado, os juros, tarifas, acontecerão de acordo com o que quer o “cartel da gravata”, eliminando o sistema da concorrência. Palavra que ultimamente só aparece quando procuramos emprego. A propósito, o desemprego vem caindo mesmo como o governo vem afirmando? Meu faro razoavelmente aguçado diz que não. Mas isso é outra história.

O importante é sentarmos em frente da TV (de preferência a Globo), desligar nossos cérebros por uma hora que seja, e sonharmos que estamos em outro lugar. Porém, vocês irão acordar e vão perceber que ainda estão na pátria amada. Bons sonhos.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Guerra urbana nas telas


O filme Tropa de Elite tem gerado muito burburinho, primeiro, porque quem comentava sobre o filme antes do dia 5 de outubro, comprou uma das, aproximadamente, um milhão de cópias piratas que estão sendo vendidas desde agosto; e segundo porque o filme mostra, com muita veracidade, as guerrilhas nas favelas cariocas.

Capitão Nascimento é o narrador e personagem principal do filme, interpretado pelo ator Wagner Moura. O filme mostra a busca de Nascimento por um substituto, pois ele está prestes a ter um filho e quer sair do Bope - Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar - para não estar envolvido com tantos riscos.

Um dos possíveis substitutos, o novato André Matias, está inserido num núcleo bem interessante. Ele é estudante de direito, e esconde de seus colegas que é policial, colegas esses que, por um lado, são totalmente contra a violência policial, mas por outro, compactuam com os bandidos de quem compram drogas. Alguns deles fazem trabalho comunitário na favela e estão bem próximos da realidade dessas pessoas. Vêm de perto o que passam na mão dos traficantes, mas ainda assim compram drogas.

Esse é um ponto de vista interessante, pois esses “playboyzinhos” que sustentam o crime, se escondem por trás de passeatas pela paz, para mostrar suas boas intenções e justificar seus atos.
Mas se realmente se importassem com o problema da violência, não continuariam a fazer o que sabem que sustenta o crime.

“O usuário recreativo sabe que as drogas que ele compra vêm de grupos armados que controlam comunidades carentes. Ele faz uma escolha consciente de sustentar o crime. Não há como argumentar contra esse fato”, diz o diretor do filme, José Padilha, em entrevista a Veja.

Além disso, o filme mostra a realidade desses policiais treinados para serem irredutíveis, eles não tem contato com a população, para não ter a chance de pedir propina, e são muito violentos. Ameaçam moradores do morro, espancam e matam pessoas que trabalhem no tráfico.

Muitas denúncias por parte da população carioca não são de corrupção por parte dos policiais, mas sim de abuso de poder. Vemos isso sempre, quando um policial manda as pessoas fazerem coisas, muitas vezes, descabidas só porque estão fardados. Coisas que talvez não fizessem se não estivessem sem o “objeto de poder”, no caso a farda.


Muitas coisas estão erradas no nosso país. Os policiais não deveriam agir como bandidos, mas sim serem exemplos para a população. Mas não podemos esquecer que no Brasil, virou uma questão cultural se dar bem acima de qualquer coisa.
Pensando bem, como explicar para alguém que ganha um salário miserável que ela tem que ser sempre boazinha e não fazer coisas erradas, quando a maioria dos policiais são corruptos, quando os nossos políticos estão enchendo o bolso de dinheiro, e usando dinheiro público para dar pensão à suas amantes???

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Timão, na raça e no coração


Queridos leitores do Enfoca, passada mais uma semana estou aqui de novo para falar sobre esportes, principalmente sobre o guerreiro Corinthians.

Há duas semanas atrás, escrevi aqui mesmo no blog um artigo com o seguinte título: “Sem técnico, sem time e sem parceria”. Nelsinho Baptista veio para comandar o Timão. O time continua com um elenco limitadíssimo, um dos piores dos últimos 10 anos (o torcedor, antes, vibrava com Marcelinho, Ricardinho, Vampeta – em boa forma – Dida, Tevez; hoje se contenta com Zelão, Moradei, 3 Évertons e companhia limitada). A parceria ainda dá o que falar nos bastidores e estão sem presidente (haverá eleições amanhã, dia 09/10).

Mas com tudo isso contra e na zona de rebaixamento, o alvi-negro entrou em campo ontem no Morumbi disposto a vencer para diminuir a crise, fazer as pazes com a torcida e derrubar um tabu que já durava mais de 4 anos e meio sem ganhar do São Paulo.

E é nessas horas que o Corinthians cresce. O Tricolor teve as melhores chances da partida, não foram muitas, mas a maioria delas parava nas mãos do excelente goleiro Felipe, que está merecendo há muito tempo uma convocação para a seleção brasileira.

Os dois times se preocuparam muito em marcar tanto que o São Paulo entrou com quatro zagueiros, mesmo que um deles, André Dias, atuou de volante e o Timão, não assustou o goleiro Rogério Ceni durante todo o jogo.

Rogério Ceni, aliás, sentiu uma contusão e continuou no campo por causa da falta de ofensividade da equipe adversária. No único lance perigoso do Timão, Gustavo Nery bateu a falta, o zagueiro Fábio Ferreira escorou e Betão de cabeça fez a alegria da Fiel.



Para Alex Silva, do São Paulo, faltou “respeitar mais o Corinthians”. Pesou também a maratona de jogos que vem realizando a equipe do Morumbi. Porém o tricolor tem 11 pontos de vantagem para o Cruzeiro.

Mas a vitória veio do jeito que a torcida gosta. Suada, sofrida, mesmo jogando mal (aliás, o futebol apresentado pelo Corinthians não mudou em relação às outras partidas), com gol no final.

A chance de cair ainda existe. Apesar da vitória, o time de Parque São Jorge continua na zona da degola, mas o astral é outro. Se quiser permanecer na primeira divisão, deverá continuar com a mesma pegada e o mesmo espírito que apresentou no clássico.

Mas vamos deixar bem claro, o futebol também deve melhorar, senão só raça e vontade não bastam. Ajudam, mas não é o suficiente.

domingo, 7 de outubro de 2007

Raciocínio lógico da República

“Se as pessoas estão pagando mais, é por que estão ganhando mais”. É com essa frase que o nosso presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, polemizou a entrevista coletiva, realizada nesta sexta-feira, em Santa Catarina. Logo em seguida ratificou seu discurso complementando, “a CPMF é um imposto justo”.

O presidente Lula, durante toda a coletiva, embasou seu discurso explicativo em uma série de afirmações que segundo o raciocínio lógico de sua república, lhe pareciam, indubitavelmente coerentes.

“O Brasil não pode ter medo de arrecadar mais”. Para os leitores vale uma explicação mais detalhada acerca do trabalho jornalístico em momentos como esse. Vale a pena entender que o trabalho jornalístico é composto de gêneros e técnicas distintas, porém assim como é ensinado na própria academia, um desses gêneros é o chamado jornalismo declaratório, no qual, o texto se desenvolve a partir de declarações das fontes. E, segundo a jornalista política da Folha de São Paulo – Renata Lo Prete – apenas no jornalismo político as declarações são consideradas fatos.

É possível agora entender, ou até mesmo, atribuir valor mais significativo em relação as afirmações do presidente Lula, que foram além. Explicou ainda em discurso, que o mal do Brasil é que durante muito tempo ele arrecadou menos e que precisa arrecadar o justo para fazer a política social justa. Daí seu pressuposto que o CPMF se trata de um tributo justo.

Todavia, com as diversas manifestações surgidas, Lula preferiu lembrar alguns de seus pontos favoráveis para os ouvintes, como o fato do governo ter desonerado 32 bilhões de reais no ano de 2006. Declarou ainda que “as pessoas se esquecem com muita facilidade as coisas que fizemos”. Em legitimação, citou a Lei Geral recém-aprovada da Micro, Pequena e Média Empresa, que vai gerar um novo tipo de pagamento de imposto, que conta com outra desoneração em 5 bilhões de reais.Baseado nesse tipo de fato e argumentação o presidente afirma que acredita na aprovação da CPMF pelos parlamentares.

Para completar a sucessão de pensamentos díspares criticou a conduta da população sobre a mania de esquecer aquilo que já foi feito e pensar apenas naquilo que pode acontecer. Neste caso caberia o confronto de idéias, uma diz respeito à máxima popular na qual, “águas passadas não movem moinhos” e a outra em relação a inconveniência para o senhor presidente em recordar à população sobre assuntos políticos passados, afinal as recordações acerca do escândalo político que engoliu seu partido em 2005.

Assim, vale um pesar mais detalhada na elaboração do discurso, para que situações como estas não fiquem tão evidentes para a população. Afinal Lula deseja estimular o espírito crítico do país, provocando-o ou deseja recentralizar os olhos da opinião públicas para “as coisas que as pessoas se esquecem com facilidade que nós fizemos” ?

Em nota da imprensa:
O assunto da primeira postagem da editoria de política do Enfoca tratou da ausência de manifestações políticas da sociedade contra situação de inércia do Senado, porém foi noticiado na semana passada, pela Revista Veja, uma passeata que aconteceu na zona Sul do Rio de Janeiro em protesto contra impunidade e com pedido de saída de Renan Calheiros da presidência do Senado. A manifestação contou com a participação de 300 estudantes. Quem sabe os leitores que comentaram tenham razão e a própria função da Crise do Senado seja o plantio da semente de indignação?

Abraços e até a próxima semana!

sábado, 6 de outubro de 2007

Tropas e Caldeirões

Assassinatos diários. Roubo. Estupro. Mortes e mais mortes. Quem mora nas periferias das grandes cidades brasileiras já está acostumado com palavras tão deprimentes. Elas caracterizam um país onde se perderam todos os princípios que norteiam a preservação da vida humana. Longe dos centros, dos bairros de luxo, das baladas da classe média, milhares de brasileiros morrem nas esquinas, nos becos, nas vielas, nos morros. Um tiro, uma facada, uma droga, um golpe, quais outras maneiras faltam para dizimar aquele que não é cidadão? O que falta mais para se execrar de vez os excluídos dos “Brasis”?.

Com poucas alternativas, a periferia pouco consegue reverter esta situação. As alternativas que lhe restaram foram se jogar nos braços da igreja, na esperança de ter seu paraíso pós-morte, ou se jogar nos braços dos líderes criminosos, que pela ineficiência do Estado, tornam-se governantes das terras sem- lei.

Na semana passada, um polêmico artigo do apresentador Luciano Huck publicado pelo jornal Folha de São Paulo, mostrou a temerosidade de um homem rico diante dos mesmos problemas enfrentados na periferia dos pobres. Huck procurou fazer um desabafo sobre a violência que sofrera (ele foi assaltado em São Paulo, no qual dois bandidos levaram seu relógio).A publicação rendeu ao apresentador global uma enxurrada de críticas. Diziam que aquela sua reação se dava apenas porque a violência aconteceu com ele. Em entrevista a revista Veja, Luciano Huck se defende: “Quem pegar as cartas dos leitores vai ver um monte de manés que escreveram. Garanto que já fui milhares de vezes mais do que eles à periferia. No domingo, andei no Complexo do Alemão. Vou, converso com as pessoas. Vejo o que acontece no país”.

Luciano foi feliz em sua defesa. Não se mostrou como um rico insensível, que vive no seu mundo de celebridade, e de milhões de dólares. Ele simplesmente se mostrou como um cidadão, que independentemente de sua posição social, sabe que o país passa por sérios problemas.

E para afomentar o debate inconclusivo, a estréia oficial e extra-pirata do filme Tropa de Elite, de José Padilha, coloca em questão a confiabilidade da polícia e evidencia ainda mais decadência da segurança pública em nosso país.

Ambos os casos, atingem diferentes camadas. O primeiro publicado em meios de mídia elitizados como um jornal e uma revista semanal, atingiram públicos de alto escalão. Já o segundo, com milhares de cópias piratas dissipou-se pelo restante das classes sociais.

Enfim, todo os “Brasis” estão no centro do debate, mas possui duas alternativas: ou viveremos este momento como mais um ou usaremos o “hoje” para desenvolvermos medidas práticas de mudanças. O fim desta novela sanguinária depende de cada um dos brasileiros, quer ricos, quer pobres.