
Há duas semanas atrás, escrevi aqui mesmo no blog um artigo com o seguinte título: “Sem técnico, sem time e sem parceria”. Nelsinho Baptista veio para comandar o Timão. O time continua com um elenco limitadíssimo, um dos piores dos últimos 10 anos (o torcedor, antes, vibrava com Marcelinho, Ricardinho, Vampeta – em boa forma – Dida, Tevez; hoje se contenta com Zelão, Moradei, 3 Évertons e companhia limitada). A parceria ainda dá o que falar nos bastidores e estão sem presidente (haverá eleições amanhã, dia 09/10).
Mas com tudo isso contra e na zona de rebaixamento, o alvi-negro entrou em campo ontem no Morumbi disposto a vencer para diminuir a crise, fazer as pazes com a torcida e derrubar um tabu que já durava mais de 4 anos e meio sem ganhar do São Paulo.
foram muitas, mas a maioria delas parava nas mãos do excelente goleiro Felipe, que está merecendo há muito tempo uma convocação para a seleção brasileira.Os dois times se preocuparam muito em marcar tanto que o São Paulo entrou com quatro zagueiros, mesmo que um deles, André Dias, atuou de volante e o Timão, não assustou o goleiro Rogério Ceni durante todo o jogo.
Rogério Ceni, aliás, sentiu uma contusão e continuou no campo por causa da falta de ofensividade da equipe adversária. No único lance perigoso do Timão, Gustavo Nery bateu a falta, o zagueiro Fábio Ferreira escorou e Betão de cabeça fez a alegria da Fiel.
Para Alex Silva, do São Paulo, faltou “respeitar mais o Corinthians”. Pesou também a maratona de jogos que vem realizando a equipe do Morumbi. Porém o tricolor tem 11 pontos de vantagem para o Cruzeiro.
Mas a vitória veio do jeito que a torcida gosta. Suada, sofrida, mesmo jogando mal (aliás, o futebol apresentado pelo Corinthians não mudou em relação às outras partidas), com gol no final.
A chance de cair ainda existe. Apesar da vitória, o time de Parque São Jorge continua na zona da degola, mas o astral é outro. Se quiser permanecer na primeira divisão, deverá continuar com a mesma pegada e o mesmo espírito que apresentou no clássico.
Mas vamos deixar bem claro, o futebol também deve melhorar, senão só raça e vontade não bastam. Ajudam, mas não é o suficiente.




